quarta-feira, 30 de maio de 2007

Dia 6: Picos da Europa


Primeiro dia nos Picos. Antes referir o alojamento na bonita vila de La Veja, que pelo preço (36 euros por noite) se revelou uma escolha fenomenal e nos levou mesmo a permanecer por lá duas noites adicionais. (Existia a ideia original de ir até Compostela). O Hostal escolhido foi a Casa Leny (http://www.periplo.com/casaleny/) e que tanto pela simpatia da família a quem pertence, como pela qualidade geral de tudo (pequeno-almoço incluído)
nos merece aqui um agradecimento especial. A vila fica a 7km de Potes numa zona lindíssma. Aproveitámos ainda a manhã meio solarenga para dar uma banhoca às meninas que já o pediam há bastantes quilómetros. De seguida iniciámos a exploração do parque natural, sendo que as hostilidades foram abertas com a visita ao teleférico de Fuente Dé. O tempo começava a não colaborar, mas o que é certo é que a beleza deste local foi de todo o modo evidente. Só é pena os preços que os maganos cobram ao turista…Ainda deu para “afalfar” um bocadinho de neve e tudo! Foi tão giro!! Como estava bem equipada deu para andar a brincar quase como os putos. Depois do almoço neste restaurante,que como se tornou usual não era nada de especial, mas que pela sua composição habitual por estes lados, era bastante robusto, seguimos para visitar a Ermita de San Miguel e o Mosteiro de Sto Toribio de Liebana onde se puderam tirar umas fotos belíssimas às maravilhosas italianas que nos acompanharam nesta viagem. O Local é lindíssimo. Recomendo. Nesta altura o tempo começava a ameaçar chuva, e dado que o nosso programa das festas para a tarde ainda incluía algumas visitas a miradouros, ficou combinado que iríamos até onde a chuva nos permitisse. Ou pelo menos assim pensei eu…Nopes: combinámos que iriamos até ao mirador Del Corzo. Atente-se na foto de cima a presença de calças impermeabilizantes, pormenor a que eu, reconheço hoje, não dei a devida atenção na altura…AHHHH Menino! Tal como se pode concluir das fotos, o que se passou nos quilómetros seguintes foi uma clara tentativa de homicídio. A cada metro de altitude que subíamos, a chuva aumentava de intensidade, e obviamente que voltar para trás foi apenas uma promessa politica. Eu juro que não fiz de propósito, mas quando me apercebi que devíamos mesmo voltar para trás, não havia nenhum local onde o pudéssemos fazer em segurança.
Após um assomo de misericórdia, leia-se - quando a calças impermeáveis começaram a ameaçar ceder, lá retomámos ao Hostal, e iniciámos uma busca infrutífera para encontrar um sitio, na aldeia onde nos encontrávamos, para comer uns petiscos e beber umas cervejolas para ajudar a descongelar. O único sítio onde conseguimos qualquer coisita, foi um tasco, onde além da exploração do trabalho infantil, lá nos fizeram o favor muito especial de nos servirem uns enchidozitos e um queijito. Ai Serra de Montezinho… Para jantar optámos por ficar também na vila, onde jantamos num restaurante local, uns belos óleos com escalopes, servidos por uma simpática senhora muita fascinada pela presença de seres tão estranhos como nós… nunca será esquecida a sua expressão de “visita zoológica” sempre que interagia connosco. Aviso à navegação: Peçam sempre menu, desde que este não inclua escalopes. É mesmo algo muito mau

Dia 5: Bilbao - La Vega de Liébana

Com Bilbao mais que visto, toca a partir para os Picos da Europa, com mais uma etapa algo extensa. Antes ainda procurámos pelo inexistente taller Ducati em Bilbao, tendo acabado por nos abastecer de material motociclistico numa loja mais generalista no centro de Bilbao. Logo aqui os atrasos começaram, e como havia alguma curiosidade em conhecer San Sebastian, nada como dar um pulinho até lá. Cerca de 220 km ida e volta. Maldita a hora pois a nacional passa pelas terrinhas todas, estava cheia de pesados e foi uma seca. Visto que a principal estrada estava interrompida devido a obras, a Catarina encontrou o chamado atalho do “queijo”, ou não…:O que fizemos: O que ela queria que ainda fizéssemos. Talvez de Africa Twin… Eu juro que vi a Heidi e o Pedro ali ao fundo. Pelo menos as cabras andavam lá ao pé. À direita a estrada espectacular que estava cortada. Finalmente chegámos a San Sebastien que acabámos por não conhecer muito bem por restrições temporais.
Um local a regressar para conhecer decentemente. De recordar: a excelente lazanha num restaurante (sempre com a cozinha aberta) junto à catedral. Após o repasto já tardio, lá nos pusemos a caminho dos Picos. Os protocolos que regem os GPS’s têm as suas peculiaridades. Por exemplo, a escolha do caminho mais rápido tem muito que se diga, e nesta ligação isso tornou-se bem evidente. Por inúmeras vezes seguíamos num itinerário principal e éramos desviados para estradas secundárias, para apenas alguns quilómetros mais adiante retomarmos o percurso anterior. Num desses devaneios da Catarina, tivemos o prazer de subir uma serra que nos levou a um lugar lindíssimo. Maldizente: Graças a ela conheceste outras coisas lindas...
O monumento natural ficava perto de um dos muitos e extensos parques eólicos com que nos cruzámos nesta zona. O modelo de crescimento espanhol também tem os seus lados positivos. Nesta paragem, a máquina fotográfica sofreu um pequeno encontro com a superfície terrestre, devido à má colocação de uma elevação. Zona deficientemente preparada para a visita de turistas pouco habituados a caminhar de capacete enfiado no radar central… Ainda bem que não te aleijaste! O resto deste dia foi feito a rolar até aos Picos. De realçar os últimos 60 km já feitos em noite bem cerrada, numa estrada que se revelou bem engraçada, mas que pelas estonteantes velocidades que nos permitia, parecia que nunca mais acabava. Aí está outra estrada que quero um dia fazer de dia. De qualquer forma, foi uma excelente experiência motociclista.